quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Enganos

Hoje venho partilhar convosco um feito que há já varios anos não se via... O benfica "acordou"! Com isto, quero, claro, dizer que finalmente podemos observar um benfica a tentar disputar um campeonato com o porto, o Sporting e aparentemente o sporting de braga. Temos assistido a uma série de vitórias avassaladoras por parte do clube do passarinho, 5 vitórias em 6 jogos e sem uma derrota na liga sagres, aparentemente uma equipa invencível.


Pois bem, hoje o benfica jogou para a Liga Europa e como se verificou esta equipa está a voltar ao seu estado normal, incapaz de ganhar o que quer que seja mas sempre, e como o seu treinador proferiu, com um resultado injusto para o jogo realizado pela equipa.


Assim, acho (e espero) que o benfica vai voltar ao seu ciclo vicioso, o famoso "Ciclo do Benfica" que deixo aqui a seguir.



Cumprimentos

de volta

Caros leitores,
sei que nos últimos tempos tenho andando um pouco afastada, mas a falta de tempo não me permitiu que vos contasse o que tenho observado por este mundo cada vez mais estranho. No entanto estou de volta de espero poder supreender-vos com novas observações.

Cumprimentos

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Filhinhos da Mamã

Ultimamente tenho-me aprecebido de um facto muito curioso acerca das pessoas nascidas e criadas nesta metropole em que tenho vivido nos ultimos meses. Na verdade isto não tem nada de curioso mas sim irritante e ate preconceituoso.
Mas vamos ao que interessa... cerca de 7 filhinhos da mamã... peço desculpa, pessoas em cada 10 frequentaram um externato em vez de uma escola publica. O que têm de mal as escolas publicas? Eu frequentei várias e considero-me muito bem instruida e com aptidões para mais do que as minhas necessidades académicas. Muitos dizem que as escolas publicas não são seguras, que só la anda a ralé e que os professores não querem saber dos alunos, mas a essas pessoas eu respondo muito prontamente que essas mesmas escolas só estão no estado em que estão porque só as pessoas que não têm posses para pôr os filhos nos externatos permitem que os seus filhos andem numa escola em que a maioria vive em dificuldades. No entanto se gente de todas as classes frequentassem as mesmas escolas, nessas mesmas deixaria de haver apenas a "ralé", as escolas teriam todo o tipo de alunos, o que seria bastante mais benefico pois estes aprenderiam a conviver com todos e não sentirem-se inferiores a ninguem, o que com certeza ajudaria muitos dos jovens que seguem por maus caminhos e faria com que as pessoas se preparassem para viver em sociedade, algo a que nenhum destes (os dos externatos e os das escolas publicas) estão habituados e talvez se vivesse depois num mundo mais socializado. Sei que estou a ser um pouco utópica e que não é assim tão linear mas a verdade é que algo melhor viria desta socialização enquanto pessoas em crescimento.
Já agora... digam-me como é que isto não é preconceito?

Ainda acerca daqueles que argumentam contra as escolas publicas... Os professores interessam-se, os alunos é que não pois se estes mostrassem algum interesse pelo que está a ser transmitido os professores (a maioria) exerceriam a sua profissão com muito mais paixão.


Toda a minha vida frequentei escolas publicas, uma delas com muito má reputação e com alunos com muitos problemas, mas sempre adorei o que nestas vivi e o que aprendi e por isso estarei eternamente grata aos meus professores, por sinal excelentes professores, e aos meus colegas que tambem sempre mas ajudaram e que, espero, tenha retribuido.


Cumprimentos

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Metro

Hoje por volta das 17.55h na estação do Campo Grande encontraram um saco de papel abandonado e pensaram tratar-se de um engenho explosivo, o que causou a suspensão da passagem dos comboios naquela estação durante 2 horas e pouco. Acho muito bem que para protecção de todos tenham evacuado toda a gente até porque se se verificasse que era um engenho explosivo e nada tivessem feito muita gente teria morrido e causaria um grande impacto negativo nos orgãos gestores e forças protectoras do nosso país e o resto do mundo caíria sobre nós e aí é que tudo estaria mesmo estragado.
No entanto, tenho a dizer que para um simples saco de papel, que não me parece que tivesse muito fechado demoraram muito tempo a intervir. Duas horas é inadmissivel por várias razões.
1º Se fosse de facto um engenho explosivo em duas horas teria explodido de certeza e provavelmente teria propagado a outras estações e aos espaços exteriores a volta onde se encontravam a maior parte dos evacuados.
2ºA estação do Campo Grande é uma estação onde se cruzam duas linhas metropolitanas, a amarela e verde, ou seja tem grande importancia pois alem de cortarem pontos nas linhas impossibilitando o deslocamento tambem impedem que as pessoas mudem o seu trajecto. Assim o corte por duas horas desta estação causa grande transtorno na vida dos habitantes de Lisboa.
3º Tratava-se de uma hora (2 no caso) de grande afluencia a este meio de transporte, o que causou maior congestionamento de pessoas nas outras estações e noutros meios de transportes.
4º E para mim de todas a mais irritante, esta é uma estação em que tem de se esperar uma eternidade para mudar de comboio (linha). Eu já esperei 15 minutos por um comboio... o que é inadmissivel, mas ter de esperar duas horas? Deve ser horrivel e imagino depois a quantidade de pessoas à espera, o que deve ter demorado a restablecer o funcionamento normal.

Cumprimentos
Boa noite!

Van Gogh

Segundo uma noticia que li ontem, afinal Van Gogh não cortou a própria orelha num ataque de loucura. Aparentemente foi o seu companheiro de casa, Paul Gauguin (tambem pintor) que farto das constantes discussões com o seu companheiro saiu de casa com a sua trouxa, que continha a sua espada, seguido por Van Gogh. De acordo com estas descobertas, pararam em frente ao bordel que juntos frequentavam e numa discussão Gauguin puxou da espada e cortou a orelha ao seu colega e companheiro que depois a enrolou e entregou a uma prostituta desse mesmo bordel. Nunca mais se voltaram a ver e Van Gogh morreu louco num asilo.

Não é para mal dizer dos mortos mas esta história lembra-me imediatamente um arrufo de namorados e foi por isso, então, que elaborei uma versão do que poderá ter acontecido, tendo apenas uma parte mal compreendida e que deixo aberta a sugestões. Já agora menciono que não se conhece muitos relacionamentos sérios de Van Gogh, sendo que os conhecidos eram relacionamentos impossiveis.

Vincent Van Gogh, famoso pintor, partilhou durante uns meses casa (a casa amarela retratada num dos seus quadros) em Arles com Paul Gauguin tambem pintor. Mantinham uma relação muito turbulenta, cheia de conflitos e segundo dizem Van Gogh esperava mais desta do que uma amizade artistica, o que não interessava a Gauguin. Existem relatos de que enquanto viviam juntos, foram muitas as vezes que Gauguin acordou com Van Gogh perto da sua cama a admira-lo. Farto destas situações ou até duma investida mais agressiva Gauguin resolveu sair de casa e levou consigo todas as suas coisas pondo um ponto final na relação com Van Gogh. Não aceitando este facto, Van Gogh foi atrás dele pedindo para voltar e tentarem terem a relação que este ultimo desejava. Gauguin passou-se e disse-lhe que nunca mais o queria ver, mas Van Gogh não aceitou e agarrou-se em desespero ao seu colega. Este afastou-o e num acto de furia e defesa da sua honra, visto que estavam em frente ao bordel, e puxou da sua espada e num ataque a Van Gogh cortou-lhe a orelha. Vincent enraivecido por este acto de traição e de modo a fazer ciumes a Gauguin (a parte com menos lógica a meu ver) enrolou a sua orelha num pano e entregou-a a uma prostituta (Rachel), mas sem efeito pois Gauguin tomou seu caminho e nunca mais se encontrou com Van Gogh.
Van Gogh depois deste episodio e devastado pela partida e saudades do seu amado nunca mais foi o mesmo. As saudades, o absinto e a dor do amor rejeitado enlouqueceram-no e este foi internado num asilo onde sofria alucinações e se tornou violento. Passado um tempo saiu da clinica e tentou ocupar o seu tempo pintado compulsivamente para esquecer o seu amado, mas sem efeito pois 3 meses depois matou-se com um tiro no peito proferindo nos braços do seu irmão que "a tristeza durará para sempre".

Quero tambem dizer aos meus fieis leitores que nada tenho contra gays, pelo contrario, até acho esta historia muito triste e tenho pena que, se assim tratou, não tenham ficado juntos contra todos os perconceitos da época.
Ainda, se algo assim se passou... Roi-te de inveja Gauguin! Van Gogh é mais conhecido e apreciado do que tu! ihih

Cumprimentos

quinta-feira, 12 de março de 2009

Irritante

Com poucas horas vagas solto novamente por estes cantos algumas notas sobre este mundo em que vivemos. Hoje escrevo sobre algo que, nos últimos tempos, e cada vez mais, me tem vindo a irritar extremamente. Por norma consigo não exteriorizar muito a minha raiva mas ultimamente tem sido mesmo muito difícil.
Não sei quem teve a brilhante ideia, nem porque decidiram implementá-la mas a Tmn, uma empresa de serviços telefónicos e afins, criou um novo serviço que denominaram por Moche. Este serviço foi muito bem aceite principalmente pelos mais jovens visto que era um excelente tarifário, inicialmente. Mas não é do tarifário que quero falar, mas sim do facto incrivelmente irritante de que cada vez que faço uma chamada para um outro cliente do mesmo serviço os meus ouvidos quase rebentam devido ao grito no início desta chamada. Inacreditável, não é? Primeiro gritam-me aos ouvidos, depois, assusto-me e o meu coração fica a bater a mil à hora, entretanto grito e esqueço do que ia dizer e ainda pago por este magnifico serviço? Inconcebível! Arghhhh.
Ok, muitas pessoas dizem-me “se te incomoda tanto não tenhas o telemóvel ao pé dos teus ouvidos no início da chamada!”. Bem, a essas pessoas respondo duas coisas: Primeiro, eu não adivinho quem é moche, segundo, mesmo afastando o som ainda é bastante audível e irritante!


“MOOOOOOOOOOOCHE!!!!!”
Saudações

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A Banalização do Amor

Volto ao registo com que iniciei este blog devido a algumas queixas sobre o que escrevi, mas a verdade é que vejo tantas barbaridades que nem sei sobre o que escrever e acabo por não escrever nada. Peço desculpa.

Dito isto, hoje escrevo indignada com o "Amor" que vemos proclamado nos dias que correm, culpa, em parte, da influência de Hollywood, mas lá chegarei.
Faz-me confusão a facilidade com se dizem aquelas pequenas palavrinhas "Amo-te", "I Love You", quando se está com uma pessoa há pouco tempo, quando ainda se está a conhecer a pessoa com quem se está a partilhar tempo/carinho/confidências. Como se pode amar uma pessoa que não se conhece? Como se pode amar uma imagem e ideia por vezes errada da pessoa? É por isto que muitas das relações não resultam, as pessoas pensam que amam o parceiro quando na realidade amam a ideia que têm dele e quando se apercebem de algumas diferenças entre o real e o imaginário pensam que podem mudar a pessoa real. Amar de verdade é gostar das qualidades e dos "defeitos" (se gostamos deles não os consideramos defeitos, mas esta ideia fica para outra altura) pois ama-se o todo, como ele realmente é. Mas estou a desviar-me do assunto. Esta banalização do "amo-te" faz-me sonhar com o mundo de Hollywood em que só se diz "I love you" quando se sente mesmo o que se diz e quando o facto de se olhar nos olhos da pessoa amada não se consegue esconder os sentimentos que se têm, ou não, em relação a essa pessoa.

De facto, invejo a mentalidade americana (a maioria) em que o sentimento de que falo só é expresso quando existe mesmo. Por outro lado, a divergência entre o Amor e Sexo que se verifica por aquelas bandas e se começa a ver também por estes lados mexe mesmo com a minha cabeça. Entendo que sexo seja uma parte importante na relação, até porque existe a questão de compatibilidade sexual, que não vou abordar por hoje, e porque é também muito satisfatório. No entanto, sexo é um acto de amor, por mais que queiram banaliza-lo, este trata-se da expressão máxima do Amor. Sexo é uma partilha de intimidade, de incertezas, de experiencias, de carinho, prazer, tempo, espaço, emoções, de tudo uma vez que estamos naquele momento a confiar no parceiro. Então como se pode ter sexo num primeiro encontro, num terceiro, quarto, oitavo, ect e só se dizer amo-te ao fim de vários meses de relacionamento? É isto que não percebo na cultura americana. Não sou daquelas pessoas que só apoia o sexo pós-matrimonial, nada disso! Simplesmente acho que o crescente número de divórcios em quase todo o mundo prova que as pessoas encaram as relações de maneira errada e desistem facilmente. E pelo que vejo nos jovens e adolescentes isto só tende a piorar, pois estes mudam de namorado/a "como quem muda de camisa" mas amam-los, fazem sexo com eles e amam-los, e uma semana depois amam os outros! Graças a Deus pelos contraceptivos!

Desculpem, alonguei-me neste post mas é um tema que me confunde e até repulsa, pois vejo muita gente da minha geração a banalizar o sentimento que me é tão querido. AMOR! Não o banalizem!